Já começo dizendo que não somos católicos fervorosos.
Apesar do batismo e sermos devotos de Nossa Senhora de Guadalupe, também transitamos pelo místico dos elementais - sim, fazemos o ritual da canela todo dia 1º -, temos nossos guias e estudamos o espiritismo de Allan Kardec. Afinal, tudo leva a um denominador comum: O AMOR.
O filme é baseado em fatos reais, com trechos de ficção que não devem ser entendidos como documentário, como alguns encontros entre os dois Papas.
O que nos levou a assisti-lo foi a simpatia que temos pelo Papa Francisco, que só aumentou depois da película. No começo da vida como padre seguia fielmente a doutrina católica da época, bem política e até, digamos, de "direita". Conforme ocorre seu amadurecimento, sua visão muda e ele vira um defensor da Teologia da Libertação - sem vergonha de admitir seus erros. "O pecado é uma ferida, não uma mancha. Ela precisa ser curada, ser tratada, e o perdão não é suficiente." é uma das célebres frases ao longo do filme.
O foco principal do filme é a tolerância. Em um dos diálogos, Bento XVI diz: “Não concordo com nada do que você diz, mas você é aquilo de que a Igreja precisa agora.”. Fica claro que estão em lados opostos na mesma instituição, engessada, com dogmas, perdendo espaço para outras igrejas. Francisco, por sua humildade - apesar de em uma cena ele dizer que quando um argentino quer se matar, sobe em seu ego e se joga - e conhecimento in loco da vida difícil dos menos favorecidos, se torna a principal aposta para uma nova ascensão do catolicismo.
Meirelles, o diretor, alfineta de sutilmente a igreja católica, mostrando o quão era necessária uma reforma de conduta, explícita na cena em que Francisco se prepara para ir à sacada se apresentar como novo Papa, rejeitando os sapatos, o crucifixo de ouro, as túnicas cheias de pompa. Minha vontade é colocar outros diálogos do filme aqui, mas não quero dar spoilers pra quem ainda não assistiu.
Durante muito tempo, a igreja católica se protegeu com muros. Francisco veio como um construtor de pontes, feitas de tolerância, empatia e amor.
Johnny Mau
Apesar do batismo e sermos devotos de Nossa Senhora de Guadalupe, também transitamos pelo místico dos elementais - sim, fazemos o ritual da canela todo dia 1º -, temos nossos guias e estudamos o espiritismo de Allan Kardec. Afinal, tudo leva a um denominador comum: O AMOR.
O que nos levou a assisti-lo foi a simpatia que temos pelo Papa Francisco, que só aumentou depois da película. No começo da vida como padre seguia fielmente a doutrina católica da época, bem política e até, digamos, de "direita". Conforme ocorre seu amadurecimento, sua visão muda e ele vira um defensor da Teologia da Libertação - sem vergonha de admitir seus erros. "O pecado é uma ferida, não uma mancha. Ela precisa ser curada, ser tratada, e o perdão não é suficiente." é uma das célebres frases ao longo do filme.
O foco principal do filme é a tolerância. Em um dos diálogos, Bento XVI diz: “Não concordo com nada do que você diz, mas você é aquilo de que a Igreja precisa agora.”. Fica claro que estão em lados opostos na mesma instituição, engessada, com dogmas, perdendo espaço para outras igrejas. Francisco, por sua humildade - apesar de em uma cena ele dizer que quando um argentino quer se matar, sobe em seu ego e se joga - e conhecimento in loco da vida difícil dos menos favorecidos, se torna a principal aposta para uma nova ascensão do catolicismo.
Meirelles, o diretor, alfineta de sutilmente a igreja católica, mostrando o quão era necessária uma reforma de conduta, explícita na cena em que Francisco se prepara para ir à sacada se apresentar como novo Papa, rejeitando os sapatos, o crucifixo de ouro, as túnicas cheias de pompa. Minha vontade é colocar outros diálogos do filme aqui, mas não quero dar spoilers pra quem ainda não assistiu.
Durante muito tempo, a igreja católica se protegeu com muros. Francisco veio como um construtor de pontes, feitas de tolerância, empatia e amor.
Johnny Mau


Também amei esse filme e amei esse post seu! Só discordo do seu "apesar de" quando, comentando sobre a humildade do Papa Francisco, vc narra o trecho do "ego argentino". Pra mim, ali ele fez um f"mês maisculpa" e foi humilde ainda, assumindo que os argentinos têm um ego enorme. Abraço forte noceis dois, amoceis desde sempre!!! (O blog tá lindo!)
ResponderExcluir"mea culpa" (corretor maldito,rsrs)
ExcluirObrigado pelos apontamentos 🧡 Também te amamos!
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